Resenhas - Cinema

Resenhas de filmes analisadas em exibições de pré-estreia (cabines), Mostras e streaming

‘Army of the Dead: Invasão em Las Vegas’ – a megalomania de Snyder alcança o mundo dos zumbis

Ao ler pela primeira vez a premissa de Army of the Dead: Invasão em Las Vegas (Army of the Dead, 2021), uma pessoa pode considerar que a obra seria a junção de Onze Homens e Um Segredo (Ocean’s Eleven, 2001) e Madrugada dos Mortos (Dawn of the Dead, 2004), remake do clássico de George Romero e primeiro filme dirigido por Zack Snyder. No entanto, a megalomania, já vista em outras obras do diretor, faz com que sua nova empreitada tenha muitas camadas e tramas. Mas será que existe coesão entre essas narrativas, contribuindo para o todo?

‘Amor e Monstros’ – uma jornada de autodescoberta recheada de charme e superação

O futuro sombrio mostrado no longa pode até ter suas implicações cruéis, mas o charme dos personagens e a leveza do roteiro fazem Amor e Monstros ser uma ótima aventura de sessão da tarde. Joel (Dylan O’Brien) é um dos poucos sobreviventes dos ataques das criaturas e vive em um búnquer com outras pessoas. Esses refúgios subterrâneos são locais aparentemente seguros e guardam as lembranças e memórias do que sobrou da raça humana.

‘Liga da Justiça de Zack Snyder’ – A grandiosidade que a equipe merece, seja na duração ou na execução

O reflexo dessa escuridão não é apenas notado no novo uniforme usado por Superman (Henry Cavill) ou no tom mais sério escolhido para o épico de quatro horas. Mas sem a escuridão, não podemos ver as estrelas, ou o bat-sinal na noite de Gotham City. Sem a escuridão, não teríamos a versão definitiva do momento de criação da Liga da Justiça.

‘Umbrella’ – Quando um guarda-chuva amarelo marca seu passado e futuro

Pelo vidro do carro, a menina olhava as gotas de chuva que caíam intensamente naquele momento. Apesar de estar meio emburrada por ter que doar seus brinquedos, a garota estava indo visitar um orfanato com sua mãe. Seu guarda-chuva amarelo era uma das únicas coisas que a acompanhavam. E assim se inicia Umbrella (2019), animação brasileira de oito minutos que tem chances, inclusive, de ser qualificada para a disputa do próximo Oscar (a primeira produção nacional do gênero a ter essa oportunidade).

O Preço da Verdade: até que ponto conseguimos lutar pelo certo?

Quando pensamos em filmes sobre advogados, questões judiciais, enfrentamento de ideias, quase toda a abordagem se baseia no conceito de lutar pelo certo até as últimas consequências. Analisando pela ética cristã, essa concepção pode parecer simples, mas é mais difícil do que aparenta, pois em um mundo moderno, quem pensaria no coletivo se sua vida particular estivesse sendo prejudicada? O Preço da Verdade (Dark Waters, 2019) é exatamente sobre isso.

O Grito: Pelo jeito, a parte interessante do terror ficou no Japão

Quando Ju-On (2002) chegou ao mundo (esse sendo o original), estávamos na época das adaptações americanas de filmes de horror japonês (estilo que ficou conhecido como J-Horror). Junto com Ringu (1998), que mais tarde ficou conhecido como O Chamado (The Ring, 2002), eles foram um produto significativo de sua época e marcaram o imaginário das pessoas, com seus personagens únicos derivados de mitos do terror japonês.

Bad Boys Para Sempre: “Andamos juntos, morremos juntos. Bad Boys para sempre”

A franquia Bad Boys teve início há aproximadamente 25 anos e muita coisa aconteceu no gênero de ação desde aquela época. O subgênero denominado buddy cop (obras que envolvem parceiros policiais solucionando crimes) perdeu o charme, com quase nenhum representante atualmente, tendo relevância apenas em séries de TV. Anjos da Lei (21st Jump Street, 2012), com Channing Tatum e Jonah Hill, pode ser citado como o último grande expoente desta categoria.

43ª Mostra Internacional de SP: O Farol - Jornalismo Júnior

Dirigido por Robert Eggers, de A Bruxa (The Witch, 2015), o longa representa uma continuação de elementos já vistos em seu primeiro filme, porém, com uma abordagem mais clássica e artística. Por meio de um terror psicológico em preto e branco, Eggers faz diversas referências e opta por caminhos não tão convencionais ao gênero, convergindo com elementos do expressionismo alemão, Kubrick, Tarkovsky e até componentes literários, tais como H. P. Lovecraft e o mito grego de Prometheus.

Doutor Sono: A difícil tarefa de fazer jus a um clássico

O ano de 2019 foi, com certeza, o ano no qual Stephen King ganhou mais adaptações de seus livros. Entre erros e acertos, a última aposta envolvendo o escritor é Doutor Sono (Doctor Sleep, 2019), continuação do livro e filme O Iluminado (The Shining, 1980). Alguns fãs mais entusiastas poderiam dizer que essa última afirmação está errada, mas de fato, o longa serve como seguimento para ambas as obras.

Projeto Gemini — “À próxima guerra, que não é guerra nenhuma”

Alguns longas exigem melhor tecnologia para serem rodados e conseguirem extrair o máximo que seus produtores querem. O melhor exemplo é o filme Avatar (2009), do diretor James Cameron, que ficou famoso pela reinvenção da tecnologia 3D nos cinemas. No entanto, Projeto Gemini (Project Gemini, 2019) também se enquadra nisso, sendo um longa que ficou engavetado por muitos anos e que conseguiu ver a luz do sol apenas agora, ao encontrar a experiência cinematográfica que tanto buscou.

Midsommar: O Mal Não Espera a Noite — O estranho e o perturbador que funciona

Poucos ousariam fazer um filme de terror que se passa durante o dia. Muitas vezes, o próprio gênero se escora no conceito de medo do escuro ou do desconhecido, e nisso, os sustos basicamente ficam em torno de jumpscares e outras técnicas que já estão saturadas. Midsommar vai de encontro ao caminho inverso do usual. Em seus campos belos e abertos, o perigo pode estar em qualquer lugar.

Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw — Furioso talvez, veloz nem tanto

A partir do momento que uma franquia tem mais de três protagonistas no mesmo longa, a briga de egos pode ser muito intensa e assim acabar com o ambiente de trabalho. E já que Vin Diesel domina a saga principal desde o quarto filme da série, nada melhor do que trazer um spin-off para agradar todos os envolvidos. Sendo assim, é nesse sentido que Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw (Fast and Furious Presents: Hobbs & Shaw, 2019) chega aos cinemas.

Annabelle 3: De Volta para Casa. Seria esse o terceiro filme da saga ou um novo Invocação do Mal?

Se pensarmos pelo lado da continuidade, o filme começa justamente na cena inicial de Invocação do Mal (The Conjuring, 2013), quando os Warren percebem que a melhor solução para o caso, seria manter a boneca protegida junto ao restante da coleção de objetos amaldiçoados. E para quem já viu o longa de 2013, lembremos que já existe uma bela sequência envolvendo a filha do casal, Judy Warren (McKenna Grace), e a boneca aterrorizante.

MIB: Homens de Preto – Internacional. Revitalizando a série, expandindo seu universo

Não seria interessante comparar essa trama com qualquer um dos três primeiros filmes da série. Alguns poderiam pensar que MIB: International trata-se de um spin-off, mas o longa é de fato uma continuação do mundo já estabelecido. Talvez por ser início de uma nova era na série, lembremos do primeiro filme, MIB – Homens de Preto (Men in Black, 1997), mas seria improdutivo fazer isso, já que em 1997 nós tínhamos a questão da novidade, agora esse fator não mais existe.

Obsessão: Apesar de boas atuações, enredo fraco estraga o longa

O ponto alto do longa são as atuações de Huppert e Moretz, apesar de suas personagens caírem frequentemente em estereótipos de gênero, como o da garota ingênua e o da mãe superprotetora. Tais estereótipos são expostos a todo momento, seja com a amiga de Frances falando como ela “será engolida pela cidade grande devido a sua bondade” e com Greta comentando a todo momento que “precisa proteger sua nova “filha”.

John Wick 3 – Parabellum confirma o inevitável: a saga é a melhor trilogia de ação da década

Não há tempo para respirar; se em outros filmes geralmente temos um início mais determinado à construção de personagens e da narrativa, no caso de Parabellum, o clímax já ocorre em sua abertura, e temos sequências de ação inspiradíssimas. Seja pelo seguimento no antiquário, onde ocorre uma batalha de facas e outros instrumentos antigos, seja pela sequência envolvendo motocicletas e um Wick cavalgando um cavalo pelas ruas de Nova York, as lutas têm tanta classe e estilo envolvidos, que mais parecem uma dança.

Hellboy: nova reimaginação se perde nos excessos, e é excessivamente esquecível

Imagine uma junção dos problemas da saga Resident Evil e Anjos da Noite (Underworld), mais uma pitada de Van Helsing (2004) e os leitores terão uma noção melhor dos impasses envolvendo Hellboy. A trama peca pelo excesso, seja excesso de informações em tela, por exemplo, quando as hordas bestiais invadem nosso planeta, seja por excesso de personagens, o que faz com que você não crie laços com nenhum herói/vilão.

Pokémon: Detetive Pikachu. Derivado de jogo consegue se sobressair e abre portas para um futuro bem maior

Derivado do jogo homônimo de 2016, Detetive Pikachu escolhe ir por um caminho mais próprio, sem as batalhas que marcam tanto o anime, quanto os jogos. O foco é a relação entre o homem e seu companheiro, a compreensão além das palavras, a conexão intuitiva, sensorial que une duas espécies distintas; é o trabalhar em conjunto para ambos serem melhores e mais evoluídos.
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